Assembleia discute indicativo de greve proposto pela FASUBRA

Dessa vez, a assembleia ocorreu na parte externa do Centro de Convergência, no campus Morro do Cruzeiro. O público foi nitidamente maior do que a última, ocorrida no auditório do ICEB (Foto: César Diad)

A assembleia geral dos técnico-administrativos da UFOP na manhã desta quinta-feira contou com a participação de 192 trabalhadores e discutiu, entre outros assuntos, o indicativo de greve proposto pela FASUBRA para o dia 23/10.

O público foi notadamente superior à última assembleia ocorrida no dia 12/09. O presidente da entidade, Sérgio Neves, coordenou a mesa e deu inicio aos trabalhos repassando aos trabalhadores notícias locais como o processo judicial 28,86%; a situação orçamentária da UFOP e a discussão sobre o horário do servidor estudante na Instituição.

Clique aqui e leia o informativo divulgado na assembleia sobre o processo 28,86%

Sérgio também destacou assuntos nacionais que envolvem a categoria dos servidores públicos federais como os ataques do governo Temer à autonomia universitária, os cortes de verbas das IFEs, bem como o Programa de Demissão Voluntária.

Sérgio Neves dá início os trabalhos da assembleia geral (Foto: César Diab)

O presidente da Adufop, André Mayer, fez uma breve análise da conjuntura política atual e alertou os presentes sobre o programa de sucateamento e precarização que avança contra a educação pública, gratuita e de qualidade. André chamou atenção também para a importância de se ter uma unidade de luta entre os trabalhadores para fazer frente à política de devastação empenhada pelo Executivo e apoiada pelo Legislativo.

Vice-presidente do ASSUFOP, Felipe Martins, deu detalhes sobre sua participação na plenária da FASUBRA (Foto: César Diab)

Maurício Guimarães, coordenador do SINASEFE IFMG, informou a difícil situação orçamentária vivida pelos Institutos Federais no Brasil. Segundo o coordenador, vários campi das chamadas escolas técnicas estão em vias de extinção.

Na sequência, os diretores do ASSUFOP, Felipe Martins e Daniel Caldas, que participaram da última plenária da FASUBRA em Recife –PE nos dias 15,16 e 17 de setembro, detalharam como ocorreu a discussão do plano de lutas da Federação e como foi tirado o indicativo de greve para o dia 23/10. O vice-presidente do ASSUFOP, Felipe Martins, ressaltou que no momento mais fraco do governo Temer – isto é quando vazaram áudios que indicaram crimes de responsabilidade por parte do presidente –  a plenária da FASUBRA havia rejeitado por uma ampla maioria o indicativo de greve levado pelos delegados do ASSUFOP.

O diretor do ASSUFOP Daniel Caldas também participou da plenária da FASUBRA. Daniel pontuou as divergências entre correntes que existem dentro da Federação (Foto: César Diab).

No entanto, nesse atual período de desarticulação das centrais sindicais a Fasubra empenha uma greve, a princípio, sozinha.  Felipe destacou também os enormes prejuízos que a conjuntura traz para os servidores públicos, em especial aos trabalhadores da educação e sublinhou a importância da permanente união – caso haja uma greve – entre as categorias do funcionalismo que vão além da educação.

Sérgio Neves também fez uma breve análise do indicativo de greve e sublinhou que a categoria já devia estar mobilizada há tempos, haja vista que os ataques verticais de Brasília –  como reforma trabalhista, previdenciária e terceirização, estão sendo aprovados e colocados em prática.  A mesa colocou o assunto do indicativo de greve da FASUBRA em debate para os demais trabalhadores e trabalhadoras discutissem e fizessem proposta.

Ampla maioria dos presentes aprovou a realização de assembleias do ASSUFOP no período da manhã (Foto: César Diab).

Em breve será marcada outra assembleia do ASSUFOP que tratará do indicativo de greve para o dia 23/10, conforme orientou a Federação.

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