
Nesta quarta-feira (08/04), o Sindicato ASSUFOP realizou mais uma assembleia extraordinária em sua sede, localizada na Rua Diogo de Vasconcelos, nº 408, em Ouro Preto. Embora a reunião não tenha atingido o quórum regulamentar — contando apenas com a presença de 65 associados —, os participantes debateram a conjuntura atual da greve e os próximos encaminhamentos do movimento.
Preocupação com a Negociação e Segurança Jurídica
Logo no início, o presidente do ASSUFOP, Gabriel Souza, abriu os trabalhos manifestando preocupação com o atual cenário do movimento paredista. De acordo com o ele,
“É preocupante estarmos em greve há quase 40 dias sem que o governo tenha estabelecido qualquer mesa de negociação”, afirmou Souza.
Além disso, o presidente destacou a baixa probabilidade de ganhos reais no momento e alertou sobre notificações recebidas de órgãos de controle, que sugerem a possibilidade de judicialização da greve.

Análise da Visibilidade e Participação
Dando continuidade, a assembleia apresentou um áudio do vice-presidente do sindicato, Adilson Raimundo Ribeiro. Em sua mensagem, o vice-presidente reforçou o receio quanto às diretrizes do movimento, principalmente devido à baixa cobertura midiática que a greve vem recebendo.
Em seguida, a coordenação abriu o microfone para os associados presentes. Nesse momento, as intervenções focaram na urgência de ampliar a mobilização e criar ferramentas que aumentem a visibilidade das pautas. Simultaneamente, os técnicos sanaram dúvidas sobre aspectos jurídicos, com destaque para o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).
Apoio Estudantil
Por fim, os discentes João Vitor Nunes e Ana Gabrielle Abreu também compareceram ao encontro. Em suas falas, os estudantes demonstraram apoio à greve e defenderam a construção de um diálogo mais próximo e eficiente entre os TAEs e o corpo discente da UFOP, como forma de aumentar a mobilização do movimento.
