
Durante uma reunião com o sindicato ASSUFOP, os técnicos-administrativos lotados no Centro de Convergência denunciaram a situação precária do ambiente de trabalho. Além disso, criticaram o descaso da reitoria da UFOP com a segurança no local.
Falta de água e riscos físicos no ambiente de trabalho
Os servidores relataram falta de água nos banheiros por longos períodos. Por conta disso, as trabalhadoras e os trabalhadores precisam dividir o mesmo banheiro ou se deslocarem para outros prédio do campus.
Somado a isso, os servidores enfrentam perigos constantes por causa da obra nos andares superiores. A queda de entulhos no local se tornou recorrente, incluindo placas de vidro.
Do mesmo modo, a poeira excessiva atingiu níveis insalubres, o que dificulta a respiração e impede o trabalho regular das equipes de limpeza. Para piorar a rotina, a ausência de água no prédio força a equipe de limpeza a carregar baldes cheios de outros edifícios para conseguir higienizar o espaço.

Alagamentos e falta de segurança no prédio
Conforme as denúncias apresentadas ao sindicato o estouro de uma tubulação causou o alagamento em diversos setores. Como consequência, o incidente danificou móveis, documentos, estragou equipamentos e inviabilizou a rotina dos profissionais.
Além disso, muitos servidores relataram que o sistema de ar-condicionado do prédio foi desligado. Consequentemente, as salas atingem temperaturas extremamente altas, o que afeta principalmente os trabalhadores do subsolo.
Somado a isso, os funcionários denunciaram que a equipe da obra retirou a maioria dos extintores de incêndio do local. Dessa forma, a ausência dos equipamentos deixa os trabalhadores em uma situação de completa insegurança diante de possíveis incêndios no perímetro.
Falta de sigilo nos atendimentos
Outro ponto crítico envolve a ausência de salas privativas para reuniões. Atualmente, esse problema afeta diretamente os setores que necessitam de um ambiente privativo e acolhedor para atender casos específicos.
Apesar de os servidores terem enviado formalmente questionamento a gestão, a reitoria ignorou a maioria dos pedidos, uma servidora só obteve retorno concreto quando procurou diretamente o reitor e a vice-reitora.
Falhas no planejamento e transtornos nas obras
Quando as reformas começaram, no dia 3 de junho, a Administração Central prometeu realizar as etapas mais barulhentas à noite. No entanto, as equipes executam os serviços pesados durante o dia, gerando intensos transtornos.
Da mesma forma, o plano de transferir setores para outros prédios da UFOP apresentou graves falhas. Em síntese, a gestão não considerou que os novos espaços são insuficientes para abrigar todos os servidores, móveis e equipamentos.
Portanto, esse posicionamento unilateral e a falta de diálogo da reitoria geram um ambiente de trabalho extremamente insalubre.
Falta de clareza na comunicação
Os TAEs lotados no Centro de Convergência entendem a necessidade da obra e compreendem que reformas podem causar transtornos. No entanto, a falta de comunicação clara e omissão de informações concretas sobre a obra, como a duração das etapas da obra e os procedimentos executados, torna a situação insustentavél e deixa os técnicos desamparados para resolver os problemas logísticos do cotidiano. Essa postura é incongruente com uma gestão democrática que preza pelo bom funcionamento dos setores da instituição. Por isso, as dúvidas dos servidores precisam ser sanadas e os procedimentos necessários para garantir a rotina de trabalho esclarecidos.
ASSUFOP exige providências!
Por conta desse cenário, o sindicato ASSUFOP enviou um ofício à reitoria exigindo um plano concreto e urgente de realocação para todos os trabalhadores do prédio. Nesse sentido, a entidade sugere o aluguel de uma casa ou salas comerciais próximas ao campus, visto que os outros prédios da UFOP não comportam a demanda.
Por fim, a diretoria do sindicato enfatiza que, caso a Administração Central continue omissa, o sindicato não terá outra opção se não orientar os servidores lotados na Centro de Convergência a paralisar as atividades imediatamente. Afinal, as instalações atuais colocam em risco diário a saúde e a vida de todos que atuam no local.

O Sindicato deveria procurar saber o que o Setor de Segurança do Trabalho da UFOP está fazendo nesse sentido antes de tirar conclusões e informar aos servidores sobre essas ações.
Nossa que triste ver a ufop nessa situação. Passa ideia que a universidade está em decadência, sem lugar pra mover os técnicos com segurança, mesmo com grande parte deles trabalhando de casa. Qual será o futuro dessa universidade? Pra chegar no ponto do sindicato ter que tomar a frente é porque a coisa está feia mesmo.