
O Sindicato ASSUFOP manifesta seu total apoio à greve dos trabalhadores em educação da rede estadual de Minas Gerais, reafirmando seu compromisso histórico com o ensino público, gratuito e de qualidade. Não podemos fechar os olhos para o cenário de precarização imposto pela gestão do governador Romeu Zema, que tem submetido a categoria a um severo arrocho salarial e ao descumprimento sistemático das leis federais de reajuste.
Defasagem Salarial e o Desrespeito à Legislação Federal
Atualmente, a defasagem é alarmante: diversos servidores estaduais recebem valores que chegam a ser R$ 3.000,00 inferiores ao que receberiam caso o governo estadual respeitasse a legislação federal do piso salarial. Para que a categoria recupere os níveis salariais de 2019, o reajuste necessário hoje é de 41,83%.
A Falsa Crise Orçamentária e as Isenções Fiscais
A justificativa de insuficiência orçamentária apresentada pelo governo mineiro não se sustenta diante da realidade econômica do estado. Enquanto nega a valorização dos profissionais da educação, a gestão Zema mantém uma política agressiva de isenções fiscais que beneficia grandes setores econômicos. Estima-se que, entre 2019 e 2025, Minas Gerais tenha deixado de arrecadar cerca de R$ 99,6 bilhões, montante mais do que suficiente para garantir o cumprimento do piso salarial.
Privatização e Ataques à Autonomia Escolar
Somado ao sufocamento financeiro, o projeto de governo avança em direção à privatização com o leilão de 95 escolas estaduais. Entregar um serviço essencial às mãos de empresas que visam o lucro compromete diretamente a qualidade do aprendizado de crianças e adolescentes. Além disso, Zema tem promovido campanhas que atacam a autonomia escolar e manipulam dados gerando pânico moral e deslegitimando o papel do educador na formação do cidadão.
União pela Educação Pública
O ASSUFOP compreende que a educação brasileira deve ser defendida como um ecossistema integrado. Para que as universidades federais exerçam seu papel, é fundamental que os estudantes tenham acesso a uma base escolar sólida desde o ensino básico. Por isso, reiteramos nossa solidariedade à greve e mantemos nossa luta pelo cumprimento integral do acordo da greve de 2024. Seguiremos mobilizados para que todos os servidores, pilares do sistema educacional, tenham seus direitos respeitados e dignidade para trabalhar pelo futuro do país.
