
Nesta quarta-feira (01/04), em reunião extraordinária do Conselho Universitário (CUNI) da UFOP, ocorreu a votação da pauta proposta pelo comando local de greve para a suspensão do calendário acadêmico. Inicialmente, houve a votação para a inclusão da pauta no CUNI e, logo em seguida, o espaço foi aberto para o debate.
Sendo assim, representantes dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs), docentes e discentes discutiram o tema. As falas giraram em torno do prejuízo que a paralisação traria para os estudantes, levando em conta o custo que os alunos têm para se manter nas cidades que abrigam os campi.
A defesa da categoria e o impacto da greve
André dos Santos Lana, um dos representantes dos TAEs no conselho universitário, defendeu a greve dos técnicos. Dessa maneira, ele salientou que todos os impactos gerados pela greve sobre a comunidade acadêmica foram pensados e debatidos nas assembleias e reuniões do comando de greve.
Lana enfatizou a necessidade de a universidade olhar com atenção para a categoria:
Gostaria de pedir que todos façam um exercício de empatia com os técnicos… nós somos a maior categoria do serviço público federal… e, em contraponto, somos a com menor remuneração. E nessa pauta específica queremos valorizar os que menos ganham dentro da categoria!
Confira a fala na íntegra abaixo:
Encaminhamentos e apoio à greve dos técnicos na UFOP
Por fim, o CUNI deliberou que o calendário acadêmico da UFOP não será paralisado, justamente pelo grande impacto socioeconômico que isso causaria aos alunos.
Também foi aprovado por unanimidade que a Universidade Federal de Ouro Preto irá trabalhar ativamente para dar visibilidade e contribuir com a greve dos TAEs. Sendo assim, as ações definidas foram:
- Ofício aos Ministérios: Será criada uma comissão para redigir um ofício enviado diretamente pela UFOP para MEC e o MGI, cobrando o cumprimento do acordo.
- Debate em sala de aula: A reitoria irá orientar o corpo docente a abordar e abrir debates sobre o a greve durante as aulas, para aumentar a visibilidade do movimento.
Sendo assim, o sindicato ASSUFOP segue firme na luta pelo cumprimento total do acordo da greve de 2024. Continuamos buscando a construção de um debate saudável e produtivo com toda a comunidade acadêmica. Para que possamos lutar juntos pelos direitos dos servidores públicos e por uma educação gratuita e de qualidade para todos os brasileiros.
