
A plenária da FASUBRA Sindical, iniciada no último sábado (24/01) e encerrada ontem, aprovou o indicativo de greve de toda a categoria para o dia 23 de fevereiro de 2026. Primordialmente, essa decisão responde ao texto do PL 6.170/2025, que institui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para os técnicos-administrativos. Já que, o texto atual do projeto diverge totalmente da proposta apresentada pela CNSC. Por esse motivo, as entidades sindicais consideram a nova redação inconstitucional e um descumprimento claro do acordo de greve de 2024.
Além disso, foi deliberado pela continuidade da plenária no dia 31 de janeiro. Essa pausa estratégica permite que a categoria debata o tema logo após a reunião entre FASUBRA, SINASEFE e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Portanto, a categoria decidirá se deflagra a greve somente após o encontro que discutirá as alterações no PL.
Delegados do ASSUFOP cobram agilidade da federação sobre indicativo de greve
Em sua fala na plenária, o presidente do Sindicato ASSUFOP, Gabriel Souza, criticou o tempo de resposta da federação em relação aos encaminhamentos. Além disso, defendeu que a categoria aprovasse o indicativo de greve para o dia 02, conforme a própria base do ASSUFOP já havia deliberado. Segundo ele: “Nós temos uma semana para construir nossa greve! Estamos burocratizando o debate ao invés de construir uma mobilização que já está na porta! Esse projeto de lei passará por votação antes do carnaval”.
Do mesmo modo, o vice-presidente do sindicato, Adilson Raimundo Ribeiro, também defendeu a aprovação do indicativo para o dia 02. Durante sua intervenção, ele fez um apelo aos TAEs mais jovens para que compreendam a importância histórica da luta da categoria.
Na mesma linha, Luiza de Marillac dos Reis reforçou a defesa do dia 02 como data ideal. Inclusive, ela alertou que a base do ASSUFOP já tinha aprovado o indicativo para 19/01 e criticou a demora da federação em oficializar o movimento.
Como estão as negociações entre a Federação e o MGI?
Vale ressaltar que as negociações com o MGI sobre o texto ocorrem desde 19/01. Até o momento, o governo cedeu em pontos importantes, tais como:
- Inclusão de servidores em estágio probatório;
- Validação de atividades de ensino, pesquisa, extensão e assistência especializada;
- Retirada dos percentuais das atividades;
- Fim da obrigatoriedade de homologação pelo Conselho Superior.
Contudo, o MGI ainda não aceitou itens de vital importância, como a liberação do RSC para 100% da base, fim do interstício de três anos, além de 5 outros pontos. Nesse sentido, o governo apresentará sua contraproposta oficial na reunião do dia 27.
O Sindicato ASSUFOP reitera que a forte mobilização das bases garantiu esses avanços. Consequentemente, seguimos firmes na luta pelo cumprimento integral do acordo de greve. Fique atento às nossas redes sociais para novas atualizações!
